Translator

domingo, 1 de agosto de 2010

Vícios em termos náuticos são espalhados de forma errada pela imprensa.

É incrível, mas toda vez que leio principalmente
jornais, com cadernos que se dizem especializados
em portos, me deparo com termos erradou ou no
mínimo ultrapassados para serem exibidos atualmente
para os leitores.
Não é de se espantar que Santos mesmo tendo o maior
porto da América do Sul, acabe gerando pouco interesse
no sentido de gostar do assunto e não apenas ver no
porto uma forma de ganhar dinheiro.
Poderia fazer aqui uma lista tão grande que seriam
necessárias semanas de postagens e esclarecimentos mas
vou numerar poucas só para ilustrar.

Armador - s.m. "aquele que arma ou equipa um navio para
a navegação ou a pesca."
Logo, vamos parar de espalhar o termo armadora, não estamos
falando da equipe de basquete de mulheres do Brasil.

Atracação - "amarrar um barco a terra".
Pessoal, essa palavra me fez escrever esse post, pois li no
jornal local que um navio estava atracado ao lado da Ilha
das Palmas, sendo esse um local fora do canal, um tanto
quanto distante do cais, pelo amor de Deus, é fundeado o
certo, navio não atraca na barra, navio não atraca ao lado
da Ilha das Palmas, navio não atraca no canal, ele FUNDEIA.

Boreste - s.m. "Direita do navio, olhando-se da popa para
a proa".
Estibordo é uma palava usada por nossos parentes vindos da
Europa, a definição correta aqui é boreste, até para não
se causar confusão na hora de mencionar o bordo correto.

Navio de cruzeiro - Pessoal, essa eu nem preciso dar a
definição, é óbvia, mas as pessoas chamam esse tipo de
navio de transatlânticos, sendo que esses navios cruzam o
Atlântico, o Pacífico, o Índico, muitos rios, etc etc...
Eram chamados assim, os navios que faziam linha pelo
Atlântico transportando nossos imigrantes, principalmente
europeus, hoje esse tipo de navio é utilizado apenas para
diversão/entretenimento, cruzando qualquer oceano ou mar
que tiver interesse, então vamos dar um upgrade no nosso
vocabulário marítimo.

Se a imprensa não corrigir nós pelo menos, uns poucos
interessados vamos fazendo a nossa parte e Assim evitamos
espalhar os erros tão simples que parecem bobos, mas
acabamos notando mais porque adoramos isso, mas garanto
que em qualquer outro tipo de "cobertura especializada" de
jornais devam existir os mesmos vicíos ou erros e acabamos
não acrescentando muito ao nosso real conhecimento.

Grande abraço e ótima semana!
Postar um comentário