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sábado, 4 de junho de 2011

Terminais Portuários Brasileiros

Dando sequência a nova galeria do blog abordando diversos terminais
pelo Brasil, hoje apresentamos o TCP (Terminal de Contêineres de
Paranaguá).

Graças ao envio de material do nosso amigo Cleverson de Paula
pudemos abordar melhor esse terminal e suas peculiariedades. Faça
como ele enviando detalhes, fotos ou qualquer outro material de sua
região para que seja postado aos sábados, dia em que apresentamos
terminais que não sejam de Santos.
 Imagens de satélite antigas do terminal
Vista do porto de Paranaguá e a localização do terminal no complexo

O TCP (Terminal de Contêineres de Paranaguá) passou a operar em
1998, quando ganhou o direito de explorar o terminal após vencer
uma concorrência contra a Santos-Brasil e a APM Terminals. O TCP
é controlado por um pool de empresas nacionais e internacionais,
também pelo Terminal de Contêineres de Barcelona (TCB), um dos
mais importantes terminais europeus.


Ocupando hoje o 3º lugar no país em movimentação, é um dos cinco
terminais brasileiros a receber navios com mais de 300m, operando
atualmente com 20 armadores. Possui 665m de cais com 2 berços
exclusivamente para operações de contêineres e uma rampa de 30m²
para carga e descarga de automóveis e operações de navios ro-ro
totalizando 3 berços de atracação.


Com movimentação atual de aproximadamente 700.000 Teus por
ano, capacidade estática de 22.500 teus numa área superior a
320.000m², o terminal conta com 2.812 tomadas reefer, o que faz do
TCP o terminal de contêineres com maior número de tomadas em
toda a costa brasileira, opera também com 6 equipamentos para
carga e descarga de navios, sendo 2 guindastes do tipo Mobile
Harbour Crane HMK 300E, e mais 4 portêineres do tipo post-
panamax, além de 15 transtêineres e um ramal ferroviário com
entradas e saídas diárias de composições.


O local também dispõe de um prédio exclusivo para acomodar o
Ministério da Agricultura e Receita Federal em suas instalações,
uma cãmara de temperatura controlada com SIF próprio para
re-inspeção de cargas frigorificadas.

Suas cargas predominantes são os congelados (frango, bovinos,
suínos e industrializados), produtos de base florestal (madeira,
papel e celulose), autopeças, eletro-eletrônico, metal-mecânico,
químicos, alimentos e algodão.


Sua área de influência engloba o Paraná, Santa Catarina, Rio
Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul,
Rondônia, Minas Gerais e Goiás, Paraguai, Bolívia e Argentina.


O TCP aguarda licenças ambientais para dar início imediato as
obras de ampliação do terminal. O investimento de R$ 141 milhões
em obras de infra-estrutura e aquisição de novos equipamentos,
prevê também ampliação do cais em 315m, o que permitirá a
atracação simultânea de 3 navios porta-contêineres nos 880m de
cais destinados ao TCP. Além da construção do terceiro berço de
atracação, a empresa planeja construir na extremidade leste uma
estrutura independente da linha do cais em "L" somando mais 3
berços, dois deles destinados a operação de navios PCC/PCTC,
e o terceiro terá uma moderna infra-estrutura para navios de
cruzeiro. Após estes investimentos, a capacidade do terminal deve
crescer substancialmente, saltando dos atuais 700.000 Teus/ano
para mais de 1.200.000 Teus/ano.



Fotos: APPA (Adm. dos Portos de Paranaguá e Antonina)
Agradecimentos: Cleverson de Paula (Paranaguá)
Homepage: Shipsparanagua
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