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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Frota brasileira não dá conta da demanda na Cabotagem

Das quase 834 milhões de toneladas movimentadas nos portos
brasileiros em 2010, cerca de 188 milhões foram na cabotagem,
um aumento de 6% sobre o ano de 2009 e de 9% sobre 2008.
Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq)
demonstram que, apesar de a frota de cabotagem estar crescendo,
o número de navios ainda é insuficiente para responder à
procura. Em consequência, o número de pedidos de autorização
para afretamento de embarcações estrangeiras aumentou em 2010.
“A resposta à procura de transporte na cabotagem depende do
afretamento de embarcações. Em 2010, foram confirmados pedidos
de autorização de afretamento de embarcações estrangeiras no
valor de 25,9 milhões de dólares”, informou a agência em
comunicado.


Os principais tipos de embarcação fretadas foram graneleiros
(64,1 milhões de dólares), navios-tanque (18,9 milhões), multiusos
(14,1 milhões), petroleiros (13,8 milhões) e porta-containers (10,4
milhões).


Armadores estrangeiros aproveitam a oportunidade
Companhias estrangeiras de navegação de longo curso criaram
subsidiárias e empresas brasileiras entraram no negócio da
cabotagem. A frota de navios porta-contêineres operacionais
dedicados à cabotagem com frequência regular na costa é de 20
embarcações (oito da Aliança; sete da Log-In; três da Mercosul
Line; e duas da Maestra, empresa recém-criada).
E a maioria delas planeja ampliação para este ano. A Maestra
estará com mais duas unidades neste semestre; a Aliança irá
reativar dois navios que ficaram parados em 2009 e 2010, por
conta dos efeitos da crise mundial; e a Log-In está tocando
plano de R$ 1,3 bilhão para renovação da frota que prevê
embarcações maiores para substituir as atuais. Duas delas
chegam até setembro. Criada em 2007, a companhia verifica
desde então um crescimento anual de 28% nos volumes.




Fonte: Portal Marítimo
Fotos: Rafael Ferreira Viva
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