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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Navio Duden deixa o Porto de Rio Grande



O cais do Porto Novo, em frente ao canteiro de obras da Quip S/A, já
está liberado. Depois de quase dois anos atracado no local, na manhã
do dia 12, o navio mercante Düden deixou o Porto do Rio Grande. A
operação para rebocar o navio começou às 7:00hrs e envolveu três
rebocadores, o de alto-mar Ionion Pelagos e outros dois portuários. Às
8h15min, ele já estava afastado do cais e sendo rebocado de popa pelo
canal do Porto Novo.



O Düden foi conduzido de popa até a altura da Ponte dos Franceses,
onde foi girado para seguir de proa pelo canal de acesso do Superporto
até a saída dos Molhes da Barra. Para fazer o giro, foram utilizados
três rebocadores portuários. Às 10h40, o navio saiu dos molhes. Por
volta das 14hrs, já se encontrava a 18 milhas da Barra do Rio Grande,
seguindo na direção norte. A partir da saída dos molhes, passou a ser
rebocado apenas pelo Ionion Pelagos, rebocador que veio de Valletta
(Malta) para levá-lo para a Turquia.


A Marinha e a Praticagem da Barra atuaram na operação de saída da
embarcação turca do porto rio-grandino. Durante a manobra, a
movimentação de navios no canal do porto foi suspensa.



O navio Düden teve um incêndio a bordo em 22 de novembro de
2009, em alto-mar, a 260 quilômetros do litoral norte, na altura de
Tramandaí. No incidente, um tripulante morreu. Os outros 22
sobreviveram. A Marinha do Brasil fez o resgate dos tripulantes e
o salvamento do navio, visando à segurança da navegação, uma vez
que o armador não providenciou. E, desde 11 de dezembro de 2009,
ele estava atracado no cais do Porto Novo.



Em 7 de junho deste ano, o navio foi leiloado e adquirido por Jorge
Luiz de Azevedo Branco Valentim, do Rio de Janeiro, por R$ 1,7
milhão. Valentim informou que o navio será recuperado em um
estaleiro da Turquia. Sua superestrutura, avariada pelo incêndio,
será removida e substituída por outra que já está em construção no
estaleiro em que será reformado. A embarcação vai ser remodelada
para voltar a navegar como graneleiro. O mercado da empresa de
Valentim, a Abrava Shipping, do Rio de Janeiro, é o de transporte
de granéis.


A viagem até a Turquia deve se estender por aproximadamente 50
dias. A viagem ocorrerá com velocidade média de aproximadamente
10 quilômetros por hora. "O tempo colaborou. Deu tudo certo",
observou Valentim referindo-se à operação de saída da embarcação
do porto rio-grandino.


Conforme o comandante do 5º Distrito Naval, vice-almirante Sergio
Roberto Fernandes dos Santos, o valor da venda do Düden não é
suficiente para cobrir todas as despesas que o navio causou à
Marinha, à Superintendência do Porto do Rio Grande e à Praticagem
da Barra entre outros. Em função disso, a verba será dividida entre
todos.


Fonte: Jornal Agora
Fotos: Marcelo Vieira
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